Seguem alguns informes:
Direito de greve: art. 9º Constituição Federal e Lei nº 7.783/89, assegurando o direito do trabalhador o direito a greve.
Outro ponto é a questão dos eventuais que já tratei em um post aqui.
O mais importante é que ao ser constrangido, ao ver que em sua escola a diretora está cerceando seu direito a greve e esta colocando ou contratando eventuais, comunique imediatamente a subsede da apeoesp mais próxima de você, para que possamos tomar as providências necessárias.
Continuemos em luta companheiro(a).
Resposta ao Senhor Gilberto Dimenstein da FOLHA DE SÃO PAULO.
ResponderExcluirO senhor Gilberto Dimenstein está no mínimo equivocado ou desinformado. A culpa por uma suposta "farra", “rotatividade”, "motel", “bordel” ou “putaria” - como sugere Dimenstein - não é da parte dos professores; e sim, da própria Secretaria Estadual da Educação - que apesar de estar nas mãos de um mesmo governo do PSDB há 12 anos (na prática desde 1982, com o PMDB e o governo de Franco Montoro), vem a cada “governo” implantando diferentes “políticas públicas educacionais” na rede estadual de ensino.
A “rotatividade” (que Dimenstein menciona e por analogia atribui aos professores, sugerindo que os docentes são “prostitutas de motel”) vem de fato das “diferentes políticas” desnorteadas que o governo adota para o setor; demonstrando que na prática, nem mesmo o governo estadual do PSDB sabe como enfrentar a questão da educação em São Paulo. A "zona de meretrício" que Gilberto Dimenstein sugere como da parte dos professores, vem, portanto, da própria Secretaria de Estado da Educação e do Palácio dos Bandeirantes. Se há alguém que quer transformar as escolas públicas em “motel” ou, fazer uma “putaria” na educação, este é o próprio governador de São Paulo e sua leal secretária da educação - irresponsáveis o bastante, por exemplo, para deixarem as escolas estaduais sem coordenadores pedagógicos ao longo de todo o primeiro bimestre de 2008.
O Sr. Dimenstein revela não ter a mínima dimensão da asneira que disse, assim como das reais necessidades das escolas públicas e dos alunos pobres que menciona em sua coluna. È fácil escrever de forma irresponsável e ofensiva, qualquer besteira para quem é considerado por seus iguais um “proeminente jornalista” e que na verdade, não atua de forma minimamente digna e ética para com o jornalismo. O Sr. Dimenstein - ao contrário dos professores que ofendeu - tem acesso aos meios de comunicação. Suas afirmações além de injustas e caluniosas, são covardes; além de ofensivas aos professores, são desprovidas de ética jornalística. Ao permitir que tamanha asneira fosse editada, a FOLHA DE SÃO PAULO tornou-se sua cúmplice.
Esta greve, Sr. Dimenstein, é pelo pobre – pobre do professor pobre e pobre do aluno pobre. Em meio a tantas outras “putarias” e “zonas”, os professores da rede estadual de educação são tão vítimas de um ensino transformado em “motel" pelo governo e “prostituído” pela grande imprensa, quanto os alunos mencionados por Gilberto Dimenstein.
Se há um "motel" ou "prostíbulo" na educação, o senhor Gilberto Dimenstein deve procurá-lo primeiramente nas “escolas” onde freqüentou e foi destacado aluno; depois, no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria Estadual de Educação.